Philipp Gerhard

Philipp Gerhard is a doctoral candidate at the Institute of Contemporary History (Prof. Dr. Jan Eckel) since April 2019.

 

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English version:

The economic cooperation between the Federal Republic of Germany and Brazil, 1969 - 1989 (draft title)

Supervisor: Prof. Dr. Jan Eckel

Starting in the mid-50s, Brazil pushed multinational corporations through a rigorous import substitutional development policy to build up proper production facilities in the country. Hence, Brazil turned out to be the first country outside Europe to become the main destination for large German industrial corporations even ahead of the US and passed through rapid development, from a coffee exporter to a newly industrialized country. At the end of the 60s, private economy’s contribution to Brazilian industrialization could count on increasing support by the German government’s development agenda that was poised to get formalized.

The PhD-project aims to explain the interplay between Brazilian and German public and private-sector actors and to investigate their impact upon the undertaking to hoist Brazil from an agrarian state that was perceived as backwards, to the modernity of an efficient economy. In terms of content, the project is to be situated in an overlapping area between foreign trade subsidies and a development cooperation orientated more towards public welfare.

With Bosch and Siemens, there were two companies chosen for the analysis which operate with a broad range of products and which took part in important projects of Brazilian developmentalism. Three of these – the German-Brazilian cooperation on the field of nuclear energy and the construction of the nuclear power plant Angra II, the development of alternative combustion engines, and the industrialization of Brazil’s inner periphery – illustrate, as case studies, how different constellations of actors as well as different historical contexts (boom, indebted development, debt crisis) were an influence on practical development experience.

As the focus of analysis is to be on multinational companies as potent actors of economic cooperation, the PhD-project contributes to allocate the changing relationship between the state and the private sector in the “long 1970s” through a transnational history of relations across the North-South divide. When and why the private sector gets involved, and how the essence of development cooperation gets changed by this, is at utmost importance, not only for the German-Brazilian relations, but as well for understanding the entire policy field after the first “development decade”.

Versão portuguesa: 

Através de uma rigorosa política nacional-desenvolvimentista, em meados dos anos 50, o governo brasileiro incentivou empresas multinacionais a se instalarem no país e a passarem a produzir localmente. Antes mesmo dos Estados Unidos, o Brasil já havia se tornado o primeiro destino da grande indústria alemã fora da Europa e, a partir dos anos 50, passou por um rápido processo de desenvolvimento, transformando-se, assim, de um país agrícola e exportador de café a um país emergente com uma produção industrial considerável. No final da década de 1960, a contribuição do setor privado para o projeto de industrialização do Brasil passou a receber auxílio do governo alemão, devido à agenda desenvolvimentista que a Alemanha vinha formalizando.

O objetivo deste projeto de doutorado é esclarecer a interação entre os agentes públicos e privados do Brasil e da Alemanha, bem como examinar como estes agentes foram responsáveis por fazer o Brasil deixar de ser um país agrícola e atrasado e passar a ser um país com uma economia moderna e eficiente. Assim, este trabalho visa examinar a zona de intersecção entre a promoção do comércio exterior e o projeto de desenvolvimento orientado para o bem comum.

Duas empresas escolhidas como objeto de estudo são a Bosch e a Siemens, já que elas ofereceram uma grande variedade de produtos e tiveram participação em importantes projetos desenvolvimentistas do Brasil. Três desses projetos – a cooperação teuto-brasileira no campo da energia nuclear e construção da usina Angra II, o desenvolvimento de motores de combustão alternativos como parte do programa ProÁlcool e a industrialização da periferia interna brasileira (Amazônia) – servem como estudo de caso para descobrir como uma diferente gama de agentes e contextos históricos (boom, desenvolvimento com endividamento, crise da dívida) influenciam na prática desenvolvimentista.

Este projeto visa contribuir na assimilação da mudança de comportamento entre o Estado e o setor privado no longo período da década de 1970 por meio de uma história transnacional através da divisão Norte-Sul, focando nas corporações multinacionais como sendo agentes atuantes da cooperação econômica. Quando e porque o setor privado foi incluído e como isso mudou a natureza do trabalho conjunto para o desenvolvimento não é apenas importante para as relações entre o Brasil e a Alemanha, mas também, para a compreensão de todo o campo político depois da primeira “década de desenvolvimento”.


Publications / Publicações

Articles / Redação

  • (With Peter Johann Mainka) "Frei Francisco de Santa Teresa de Jesus Sampaio (OFM) e a Independência do Brasil", in: Luiz Fernando Conde Sangenis (Hg.), Franciscanos no Brasil: Protagonismos na Educação, na História e na Política. Rio de Janeiro, 2019.
  • <P. S. A Europa está muito velha.> A Premência de Renovação imperial e a Diplomacia luso-brasileira no Congresso de Viena, 1814-1815. Brasília: Universidade de Brasília / Dissertação de Mestrado, 2017. Download article.
  • "Uma Pravda brasileira?" O <Última Hora> e as relações Brasil-URSS na primeira Metade dos Anos 60", in: Mundorama - Revista de Divulgação Científica em Relações Internacionais (Bd. 11, Nr. 113, Jan. 2017).
  • "Quando se iniciou uma política externa <brasileira>?", in: 3º Seminário da Associação Brasileira de Relações Internacionais, 3., 2016, Florianópolis. Download article.
  • Oportunismo ideológico? As relações econômicas entre a União Soviética e a ditadura militar, in: VIIº Congresso Internacional de História, 2015, Maringá, S. 727-739. Download article.